A era dinâmica

Possivelmente em nenhuma outra década os caminhões se desenvolveram tanto quanto nos anos 1950, mesmo que o design dos caminhões tenha mudado relativamente pouco.

Motores a gasolina e motores a diesel rudimentares com pré-câmara de combustão foram substituídos por eficientes motores a diesel de injeção direta. A Volvo atuou como pioneira do motor com turbocompressor, e o surgimento de motores mais fortes e mais eficientes contribuiu para combinações de caminhões mais pesados e mais longos.

O lançamento de cabines-leito e direção hidráulica facilitaram a vida do motorista, e a importância do transporte rodoviário aumentou como um todo.

Agora, conheça as inovações de injeção direta de diesel dos caminhões Volvo nos anos 1950.

Volvo Caminhões L34

L34

A Volvo foi uma empresa relativamente conservadora por um bom tempo. E isso não era sem motivo. Como os recursos laboratoriais eram limitados antigamente, era mais seguro continuar usando soluções testadas e confiáveis, em vez de tentar incorporar novidades que talvez não tivessem sido testadas completamente.

Isso condizia totalmente com os princípios honestos estabelecidos pelos dois fundadores, Assar Gabrielsson e Gustaf Larson, que não queriam que "os clientes precisassem agir como motoristas de teste".

Um caminhão muito bem testado...
Um exemplo típico do design conservador dos caminhões da Volvo antigamente foi o L34. Esse caminhão de carga média foi sucessor direto dos caminhões "Sharpnose" e, nos quesitos técnicos, era muito parecido (na verdade, quase idêntico) com o modelo anterior, Sharpnose L20. Como resultado, o L34 foi um caminhão bem testado, um fato certamente muito popular com os clientes (geralmente empresas como cervejarias e empresas de entrega local).

...mas com aparência bem moderna
O design externo era bem avançado, muito semelhante (em uma escala maior) ao famoso carro PV444 (e ainda ao táxi PV83). Esse design da Volvo, provavelmente influenciado em grande parte pelos carros americanos da época, ficou popular com os clientes e tinha, sem dúvida, uma aparência bem moderna, com os faróis embutidos nos para-lamas.

Essencialmente, o L34 foi projetado para trabalho de entrega local, uma tarefa muito facilitada pela altura baixa da estrutura/chassi, o que ajudava o motorista a carregar e descarregar (o motorista da época tinha de realizar essa tarefa usando a própria força corporal, uma vez que os dispositivos auxiliares, como guindastes e empilhadeiras, eram mais ou menos itens do futuro).

Favorecido pelas cervejarias
Talvez os caminhões L34 mais famosos tenham sido aqueles usados para a apresentação dos refrigerantes da Coca-Cola na Suécia, em 1953. Ao contrário de outras empresas da época, a Coca-Cola usava ativamente os caminhões para disseminar a propaganda dos seus produtos, com mensagem na parte superior da superestrutura especial (influenciada pelos caminhões de cervejarias americanas), bem como em grandes pôsteres na parte traseira dos caminhões.

Os caminhões L34 foram substituídos pelo L42 Snabbe em 1956, e este foi de fato o último caminhão de distribuição do tipo N da Volvo, ou seja, com capô. Posteriormente, os caminhões de distribuição seriam todos do tipo F.

Volvo Caminhões L36 e L37

L36 e L37

Com o sucesso do caminhão F na Europa e em outras partes do mundo, especialmente no segmento de carga média, a Volvo prosseguiu no desenvolvimento de caminhões convencionais tradicionais confiáveis, com base na geração existente de caminhões.

Uma geração de caminhões modernos
Quando a família L36/L37 de caminhões foi lançada em 1954-56, tratava-se de uma geração moderna com inúmeros componentes diferentes sob a pele das diferentes versões. Motor a gasolina com admissão lateral, motor a gasolina com admissão no cabeçote ou motor a diesel eram opções óbvias.

Com os modestos GCWs e a qualidade relativamente modesta das estradas escandinavas, cerca de 100 bhp eram mais que suficientes para as aplicações de transporte pretendidas, principalmente porque esses caminhões raramente eram usados com um reboque.

Categoria de carga média, desempenho de carga pesada
No que se refere a caminhões de carga média, a metade e o final dos anos 1950s foram uma época de distâncias de transporte diário relativamente curtas. Por isso, uma proporção surpreendentemente grande de versões com motor a gasolina (L360 e L370) desta família de caminhões foi produzida, em relação a caminhões com motor a diesel (L365 e L375).
Falando francamente, essa família de caminhões pertenceu à categoria de carga média, mas muitas vezes os caminhões eram usados em aplicações de carga pesada.

Diversos caminhões basculantes tinham como base o chassi dessa família e, com frequência, os caminhões L36/L37 eram equipados com guindaste. Com isso, ele se tornavam independentes de ferramentas de carga e, portanto, adequados para uma variedade de aplicações.

Volvo Caminhões Viking L38 e L48

Viking L38 e L48

O caminhão mais famoso da Volvo de todos os tempos foi sem dúvida o "Viking", provavelmente por dois motivos: em primeiro lugar, devido às duas letras "V" que formavam a primeira letra no nome da marca e do modelo; em segundo lugar, por conta da origem escandinava dos veículos Viking antigos e da Volvo.

Um típico caminhão escandinavo
De início, o Viking era um modelo ligeiramente atualizado do caminhão "Roundnose" L24 a diesel com um novo capô e novos para-lamas, mas foi constantemente atualizado com motores novos mais fortes e componentes de chassi modernizados. Como os GVWs necessários para a maioria dos transportes nos anos 1950 eram modestos, não havia necessidade para a potência brutal do caminhão L39 Titan com motor de 10 litros para a maioria das tarefas onde um único caminhão era a ferramenta de transporte natural.

Em termos técnicos, o Viking era um caminhão relativamente simples e objetivo, que provavelmente foi o motivo por trás da popularidade do caminhão Viking, tornando-o famoso em muitas partes do mundo.

Motor com injeção direta confiável
O cerne do caminhão Viking, nos modelos iniciais e posteriores, era o motor com injeção direta de 7 litros (inicialmente de apenas 6 litros) com potência relativamente modesta, mas total confiabilidade. No primeiro ano de produção do caminhão L38, esse motor tinha potência de apenas 100 bhp, mas ela foi aumentada gradualmente para 125 bhp com a ajuda do turbocompressor.

Esta família de caminhões sempre foi chamada de "Viking", mas na verdade essa designação não havia surgido até a chegada do motor de 7 litros, em 1954, junto com para-lamas mais largos (idênticos aos para-lamas usados no L39 Titan).

Atualizações e design potentes
Inicialmente apresentado como um caminhão muito básico sem cabine padrão, com motor de aspiração natural de 100 bhp e sem direção hidráulica, ele foi continuamente atualizado com turbocompressor e direção hidráulica, junto com uma cabine de segurança da Volvo bastante confortável. A designação L38 foi alterada em 1959 para L48 e incluiu painel de instrumentos na frente do motorista (inicialmente, ficava posicionado no meio da cabine para facilitar a produção de caminhões Viking para direção do lado esquerdo e direção do lado direito).

O Viking era produzido nas versões com 2 e 3 eixos, sendo que a de 2 eixos era a mais popular. Diferentemente da maioria dos outros caminhões da Volvo da época, o Viking também contava com uma versão com tração em todas as rodas, sendo popular para tarefas militares, bem como uso ocasional como caminhão madeireiro e de construção com (naquela época) mobilidade extremamente boa em terrenos.

Modelos adicionais
Entre 1954 e 1962, também foi produzido um caminhão com cabine avançada (sem uma cabine padrão) sob as designações L382/L3851. Esse caminhão foi produzido com o motor a diesel de 7 litros da Volvo e com um motor a gasolina de 5 litros. Esse caminhão F (com cabine fixa) teve produção limitada, principalmente para uso como caminhão basculante, mas também, às vezes, para outras missões de transporte.

O L38 (1953-1962) e o L48 (1959-1965) foram sucedidos pelo caminhão N86. Ele tinha aparência semelhante, mas foi ainda mais desenvolvido em diversas áreas, e nunca ficou conhecido sob o famoso nome "Viking".

Volvo Caminhão L42-L43

L42 e L43

Em janeiro de 1933, a Volvo lançou o caminhão LV75 com cabine avançada no Amsterdam Motor Show. Ele ficou bastante popular como base para ônibus, mas o número de caminhões do tipo F exigido pelos clientes era pequeno na década de 1930.

Por esse motivo, levaria mais de 20 anos para que outro caminhão da Volvo deste tipo fosse oferecido como modelo padrão (no tempo decorrido, caminhões convencionais foram, às vezes, modificados para caminhões F).

"Snabbe" alcança a fama
No entanto, em 1956 (na verdade no mesmo tempo que o carro Amazon), o Snabbe L42 foi apresentado e imediatamente alcançou muito sucesso. O motivo não era devido somente ao modelo F, mas também às qualidade especiais da nova série de caminhões (e seu modelo irmão ligeiramente mais pesado, apresentado em 1957).

O caminhão L42 sucedeu o caminhão L34 lançado em 1950. Comparado a esse modelo, a opção com cabine avançada oferecia uma distância entre eixos muito mais curta e comprimento total dentro de determinado comprimento de plataforma (necessário), proporcionando boa capacidade de manobra mesmo em áreas urbanas confinadas, cargas favoráveis ao eixo e visão perfeita a partir do assento do motorista.

Fácil de carregar, potente para dirigir
Graças ao design da estrutura (que não era reta, mas rebaixada entre os eixos para diminuir a altura da carga da plataforma do caminhão), o Snabbe L42 era extremamente fácil de carregar, mesmo sem dispositivos auxiliares como guindastes ou empilhadeiras.

O desempenho era extremamente bom em virtude do motor V8 (!) projetado e produzido pela Volvo em Gotemburgo/Skövde. Por outro lado, a eficiência de combustível era muito deficiente, mas isso tinha menos importância, pois os caminhões desse tipo normalmente eram usados somente para uma distância limitada de transporte por dia.

O nascimento do "Trygge"
A série L42 contava com caminhões de carga leve. Um pouco mais tarde, foi lançado o caminhão Trygge L43 de carga média. Entretanto, ele tinha uma estrutura reta que contribuiu para uma plataforma mais alta. Talvez isso não tenha sido uma grande desvantagem, pois as cargas mais pesadas transportadas no L43 tornaram indispensáveis os dispositivos de carga, como guindaste ou empilhadeira.

Consumo de combustível em foco
Com distâncias percorridas maiores a cada dia e, portanto, maior eficiência de energia, o consumo de combustível e os preços do combustível tornaram-se mais importantes no início dos anos 1960. Por esse motivo, uma versão a diesel foi oferecida no L43 (1963, chamado L4351 Trygge Diesel) e no L42 (1964, chamado L4251 Snabbe Diesel). O número 5 na designação indicava um caminhão da Volvo a diesel. Já o número 0 indicava um caminhão movido a gasolina (a designação completa do caminhão L42 Snabbe a gasolina era, por exemplo, L4201, sendo que o quarto dígito 1 indicava um caminhão com cabine avançada).

Os caminhões L42/L43 têm um lugar especial na história dos caminhões da Volvo, pois foram os primeiros a apresentar uma cabine padrão da Volvo, que era produzida em aço (não produzida em Umeå como as atuais cabines de caminhões da Volvo, mas em Olofström).

Volvo

O "Laplander"

O famosíssimo designer Nils-Magnus "Måns" Hartelius foi o criador de muitos veículos de sucesso em todo o país projetados e produzidos pela Volvo. Um design que se mostrou muito eficiente foi o veículo Laplander, desenvolvido no final dos anos 1950.

Um sucessor de primeiro nível
O Laplander foi projetado em resposta a uma competição de design criada pelos militares suecos, que queriam um sucessor de primeira linha para o veículo GP (General Purpose, comumente apelidado de Jeep) que havia sido comprado como material adicional após a Segunda Guerra Mundial e, agora, estava ficando velho e menos eficiente para novas tarefas.

O Laplander foi apresentado ao Exército da Suécia em 1959, quando várias unidades pré-produção foram construídas para teste sob a designação P2304.

Tipo cabine avançada
O novo veículo contava com um tipo de cabine avançada para diminuir o comprimento total, aumentar a qualidade das manobras off-road e melhorar a distribuição de peso entre os eixos. Essa configuração também apresentava visão extremamente boa para o motorista.

A versão final, L3314, foi apresentada após testes muito rigorosos, sendo muito parecida com as unidades P2304 iniciais. Agora, ele contava com o motor B18 mais potente (no final do período de produção, as versões finais do L3314/L3315 e do C202 eram movidas pelo motor B20, ligeiramente mais potente, com maior capacidade).

Produzido com componentes para carros
O L3314 (como era chamada a versão básica final) era um inovador veículo de carga leve cross country feito, até certo ponto, com base em componentes usados também para carros da Volvo, como o PV544 e o Amazon. Além do motor, a caixa de câmbio e as unidades de transmissão do eixo traseiro e dianteiro também eram idênticas às dos carros, embora uma caixa de câmbio de transferência de redução intermediária tenha sido adicionada para transferir a potência para os dois eixos e reduzir a velocidade em rotação normal do motor no terreno.

Um dos fatores mais importantes por trás da mobilidade extremamente boa no terreno eram os pneus largos, junto com uma generosa altura em relação ao solo. Uma trava do diferencial no eixo traseiro adiciona tração em condições lamacentas.
A versão básica para uso militar foi apresentada como um veículo aberto com teto de lona. Algum tempo depois, uma versão com teto rígido com superestrutura de aço e espaço para oito pessoas também foi lançada e produzida paralelamente à versão com teto de lona.

Um veículo multiuso
A versão com teto rígido tornou-se o modelo básico quando o veículo civil Laplander foi lançado. Além disso, estava disponível uma terceira versão, com caçamba, espaço para duas pessoas nos assentos dianteiros e uma pequena plataforma. Ficou popular para funções de serviços públicos, como remoção de neve e para combate a incêndios florestais.

O Laplander era um autêntico veículo multiuso, projetado inicialmente para transporte de funcionários e para tarefas de inteligência das tropas de cavalaria da Suécia (que não usavam mais cavalos...). Rapidamente foi desenvolvida uma versão para radiotransmissão móvel (com base na estrutura com teto rígido), além de modelos de ambulância.

Qualificado para tarefas de combate
O Laplander, além disso, também comprovou suas qualidades em tarefas de combate ativo, incluindo sua função como veículo de carga com arma antitanque, em uso na Noruega e na Suécia. O veículo antitanque norueguês tinha como base a versão normal com cabine avançada. Já o veículo antitanque L3304 especial sueco tinha uma estrutura única com capô e barra anticapotamento muito forte para aumentar a segurança da tripulação.

Uma versão especial também foi desenvolvida servindo como veículo lançador para robôs antitanque muito eficientes. Essa geração de veículos ficou muito popular para serviço militar ativo e serviço civil. A produção desses veículos foi interrompida em 1970, pois seriam substituídos pela geração C3, mais potente e muito mais cara, de veículos de alta mobilidade.

A produção é retomada
No entanto, havia uma demanda constante pelo veículo Laplander eficiente e ligeiramente menos avançado de vários clientes civis. Depois de solicitações constantes por muitos anos, a produção foi retomada, desta vez em cooperação com o fabricante húngaro Csepel Auto, que disponibilizava capacidade de produção (nenhuma construção adequada estava disponível para a produção desses veículos na fábrica Volvo em rápida expansão, em Gotemburgo, na Suécia).

O C202 foi aperfeiçoado de várias formas, em relação à versão Laplander anterior, incluindo componentes de transmissão revisados, travas das portas novas e mais seguras etc.). No total, cerca de 3.000 veículos C202 foram montados antes de a produção ser finalmente interrompida, em 1981.

Volvo Caminhões TL11, TL12 e TL22

TL11, TL12 e TL22

Os caminhões da Volvo sempre são otimizados. Normalmente, o caminhão é adaptado em fatores como de carga útil máxima, baixo consumo de combustível, alta velocidade média ou espaço de trabalho muito confortável para o motorista. Entretanto, às vezes, eles são otimizados para realizar tarefas que requerem qualidades diferentes das já mencionadas.

Adaptado para tarefas militares especiais
O TL11/12 e o TL22 foram exemplos de caminhões da Volvo adaptados para tarefas militares especiais. Esses veículos tinham tração em todas as rodas e eram alimentados pelo confiável motor A6 a gasolina com potência de 105 ou 115 bhp. Contudo, as áreas de uso eram diferentes entre o TL11/12 e o TL22.

Condução cross country...
Destes veículos, o mais conhecido é o TL22. Ele era uma caminhão de carga leve reforçado com três eixos e carga útil de apenas 1.500 kg. A mobilidade em terreno do TL22 era excepcional, graças às seis grandes rodas com pneus largos, além das travas do diferencial em todos os eixos. Qualidade e mobilidade no terreno eram, de fato, tão excepcionais que este caminhão foi usado em tarefas militares ativas por quatro décadas.

...e reboque de caças pesados
Em contrapartida, o TL11 e o TL12 tinham tração em todas as rodas e não foram projetados para condução cross country, mas, sim, para rebocar os caças supersônicos relativamente pesados da Força Aérea da Suécia, uma tarefa que eles realizaram bem por cerca de 25 anos.

Volvo Caminhões TL31

TL 31

Quando o assunto é veículos em diferentes segmentos, a Volvo sempre foi o principal fornecedor das Forças Armadas da Suécia, desde carros de equipe, caminhonetes e veículos cross country de alta mobilidade a caminhões de carga média a pesada, na execução padrão ou na execução com tração em todas as rodas com boa mobilidade também em terreno.

Cross country com tração em todas as rodas
O TL31 é um exemplo típico de caminhão cross country da Volvo com tração em todas as rodas e produzido em série, com confiabilidade extremamente alta e vida útil muito longa.

No início dos anos 1950, as Forças Armadas da Suécia precisam de uma nova geração de veículos de carga pesada com tração em todas as rodas para, por exemplo, reboque de armas. Em resposta a isso, a Volvo desenvolveu o TL31. Esse caminhão tem design e aparência exclusivos, mas era, na verdade, estreitamente relacionado ao L39 Titan quando se tratava de especificação técnica.

Ainda em uso – após 40 anos
O TL31 era, e continua sendo, um caminhão de tração em todas as rodas com um motor a diesel de 9,6 litros que, normalmente, tem aspiração natural e potência de 150 bhp. Porém, às vezes, era utilizada uma versão com motor turbo de 185 bhp, por exemplo, quando se tratava da versão para combate a incêndios deste caminhão básico.

O TL31 foi amplamente aceito por oficiais do exército e motoristas de caminhões militares. Na realidade, a popularidade deste caminhão foi tão grande que os caminhões ainda hoje estão em uso nas Forças Armadas da Suécia, mais de 40 anos após o início da produção!

Modificações contínuas
Entretanto, os caminhões TL31 foram modificados para uma variedade maior de uso que a pretendida inicialmente, e alguns componentes foram modificados ou trocados, não devido a funcionamento inferior, mas por falta de peças de substituição. Tais componentes foram trocados por peças de substituição mais facilmente disponíveis.

O TL31 entrará no século XXI em boa forma, preparando-se para o 50º aniversário em serviço ativo.

Volvo Caminhões L39 e L49

L39 e L49

O Titan era um dos caminhões da Volvo mais famosos de todos os tempos. Ele foi lançado em 1951, projetado principalmente para transporte de longa distância e operações exigentes em canteiros de obras.

"Titan" – nome de um grande caminhão
O nome Titan, na verdade, surgiu um pouco mais tarde que o lançamento no final de 1951 devido a problemas jurídicos com o uso deste nome pela Volvo em marketing e vendas. Porém, esses problemas foram resolvidos, e o Titan tornou-se um dos nomes de modelo mais famosos na história dos caminhões.
O Titan não era um design radical novo, mas uma adaptação de componentes existentes e testados aos padrões de design arredondado dos anos 1950 – uma tendência iniciada basicamente na América.

Em grande parte, o L39 Titan era um L29 C atualizado (o Longnose a diesel), mas com ambiente aprimorado para o motorista e um motor VDF de injeção direta mais eficiente com capacidade para 9,6 litros (comparado aos 8,6 litros do motor VDB a diesel com pré-câmara de combustão do modelo anterior).

Pioneirismo em motor turbo
O novo motor VDF era uma fonte de alimentação avançada que, até certo ponto, era o resultado da experiência da Volvo com materiais leves obtidos durante o design e a produção de motores a pistão de aeronaves. No entanto, logo depois, esse motor relativamente caro foi substituído pelo motor D96 mais convencional, fabricado em aço.

Evidentemente, o Titan ganhou fama devido ao pioneirismo mostrado quando, sendo um dos primeiros caminhões do mundo, foi apresentado com um motor turbo em 1954. Esta não era uma ideia nova, pois já havia sido usada em motores de navios, locomotivas e aeronaves, mas a equipe lendária da Volvo, liderada por John Stålblad, incluindo o famoso engenheiro de motores Bertil Häggh, conseguiu incorporar um turbocompressor relativamente pequeno no capô do caminhão Titan.

O resultado foi impressionante: com um aumento no peso sem carga de apenas 25 kg, a potência do motor aumentou em 35 bhp (de 150 para 185 bhp).

Repleto dos recursos mais modernos
Porém, não era apenas o motor, que foi desenvolvido durante os 14 anos de produção contínua do L39/L49 Titan. Em muitos aspectos, essa família de caminhões recebeu vários dos novos recursos de caminhões modernos, como os sistemas de freio a ar (que facilitavam a frenagem segura de uma composição com reboque), a direção hidráulica (importante para o bem-estar do motorista) e a Cabine segura da Volvo, lançada em 1959/60 após design e teste rigorosos realizados pelo inventor Gösta Nyström (fundador da fábrica de cabines da Volvo em Umeå, na Suécia) e pela administração de segurança nacional da Suécia.

Durante seu período de produção, o Titan transformou-se em um caminhão de carga pesada muito potente que, no final da produção em 1963-64, disponibilizou um Titan 6x4 com tração tandem e motor turbo de 230 bhp, direção hidráulica e freios a ar.